Zakk Wylde

 

Como Ozzy estava sem guitarrista, começaram as audições para encontrar o substituto de Jake E. Lee. Dentre as diversas demos recebidas de todo o mundo, chegou às suas mãos um tape de um tal de Zakk Wylde, um jovem guitarrista de New Jersey fanático por Ozzy, Black Sabbath, Randy Rhoads, Lynyrd Skynyrd e Alman Brothers. Num primeiro momento, Ozzy não se interessou muito pelo rapaz, pois a foto de promoção enviada por ele lembrava muito o falecido Randy Rhoads, mas ao ouvir a fita Ozzy resolveu chamá-lo para uma audição. Bastou somente uma música para Ozzy contratá-lo. Com apenas vinte anos, Zakk era o novo axeman de Ozzy.

Dessa parceria surgiu, em 1988, o álbum "No Rest for the Wicked", um álbum sombrio que levou algum tempo para ser concluído devido aos atritos de Ozzy com os produtores Roy Thomas Baker e Keith Olsen. Um ainda tímido Zakk já mostrava serviço com riffs matadores, como em "Miracle Man", "Bloodbath in Paradise" e "Breaking All the Rules". O álbum não se deu tão bem colocado nas paradas quanto seus antecessores, mas acabou vendendo mais de 2 milhões de cópias apenas nos EUA.

A tour aconteceu sem surpresas em seus dois terços iniciais, com apresentações sempre lotadas em teatros e casas de médio porte nos EUA, na Europa e Japão. Contudo, a terceira parte da tour teve que ser cancelada porque os shows em grandes arenas pelos EUA tiveram baixa procura de ingressos, um fato até então inédito na carreira de Ozzy e que o deixou bastante deprimido na época.

Em 1989, Ozzy participou do primeiro grande festival de rock realizado na Rússia, o Moscou Music and Peace Festival, ao lado de nomes como Bon Jovi, Mötley Crüe, Scorpions e Skid Row. Foi consenso entre todos os artistas lá presentes que Ozzy, com seu inacreditável carisma, proporcionou o melhor show do festival.

Mas o ano de  1989 ainda estava reservando um dos piores momentos da vida de Ozzy.
Após consumir quatro garrafas de vodca russa, que ele havia ganho dos promotores do show em Moscou, e mais algumas substâncias ilegais, Ozzy e seu “amigo imaginário” decidiram que era a hora de acabar com a vida da Sharon. Em um ato insano, partiu pra cima de sua mulher tentando enforcá-la. Uma Sharon desesperada acionou a segurança e Ozzy foi detido. No fim das contas, esse foi acabaria sendo determinante para que Ozzy desse a grande virada que aconteceu em sua carreira nos anos 90. Antes, porém, foi editado o ao vivo "Just Say Ozzy", gravado durante a No Rest for the Wicked Tour e que, por se tratar de um EP, teve excelente venda, com mais de 500 mil cópias apenas no EUA, levantando assim a moral do abalado Ozzy.

Frase:
"Ele se tornou muito popular, maior performance, vendas, adoro ele e tenho orgulho de nós" Bill Ward 1991.

1991 representou ano novo e saúde nova para Ozzy. O vocalista estava totalmente livre das drogas e das bebidas e ostentava um físico magérrimo graças a exercícios físicos regulares. Nesse clima é lançada uma obra-prima, "No More Tears". O disco começou a ser produzido sem grandes pretensões, já que o próprio Ozzy acreditava que seria o seu "canto do cisne", mas acabou se tornando o maior sucesso comercial de sua carreira. Inicialmente, o produtor desse trabalho seria o renomado Rick Rubin, que gostaria que Ozzy soasse novamente com Black Sabbath. Mas não era isso que Ozzy queria. Ele pretendia fazer um disco com a sua cara. Assim, dispensado Rubin, Ozzy chamou uma dupla de produtores e engenheiros de som, Duane Baron e John Purdell – este último também contribuiu na composição da mega clássica faixa título do disco.

Essa música, a propósito, tem uma história interessante. Um belo dia, Ozzy passeava pelo estúdio e ouviu seu novo baixista, Michael Inez (que mesmo participando de todo o processo de produção do disco tocou apenas na faixa título, deixando as demais para o experiente Bob Daisley), tocando seu instrumento. Ozzy parou e perguntou: "O que é isso?" Inez disse que estava apenas brincando com o baixo. Ozzy pediu: "Faça de novo!" E ele tocou novamente o que viria a ser o embrião deste clássico.

Outra grande ajuda que Ozzy teve no álbum foi a de seu grande amigo Lemmy Kilmister (Motörhead), que compôs junto com ele músicas da magnitude de "I Don't Want to Change the World", "Mama I’m Coming Home", "Desire" e "Hellraiser".

Quem ouve o disco percebe que ali está um dos mais assombrosos trabalhos de guitarra já registrados em toda a carreira do Madman, mas o que poucos sabem é que Ozzy ficou um pouco contrariado com a crescente influência da country music no estilo de Zakk tocar. Depois de algumas discussões, todos chegaram a um consenso e o que se viu foi uma das mais brilhantes performances da carreira de Zakk, elevando-o ao patamar de um dos melhores guitarristas de todos os tempos.

Inicialmente, a turnê foi batizada com o nome de Theater of Madness, que consistiria em apresentações em teatros para, no máximo, 5 mil espectadores.. Porém, acabou se tornando um sucesso maior do que o esperado.

Mas nem tudo eram flores para Ozzy nesta época. Ao constatar uma estranha tremedeira nas mãos, Ozzy decide procurar um médico. Após uma bateria de exames, o diagnóstico lhe caiu como uma bomba. Esclerose múltipla. Isso fez com que toda a turnê fosse repensada e Ozzy acabou decidindo se aposentar. A partir desse momento, a Theater of Madness deu lugar à No More Tours, que foi um enorme sucesso, tocando nas maiores casas de shows de todos os EUA sempre com ingressos esgotados. O disco foi sucesso mundial, inclusive no Brasil, vendendo até hoje mais de 8 milhões de cópias em todo o mundo.

A No More Tours chegou ao fim com duas apresentações no Pacific Amphitheater, em Costa Mesa, na Califórnia, em novembro de 1992. Os dois shows atraíram cerca de 50 mil pessoas, entre as quais celebridades como Nicolas Cage e Rod Stewart, que prestavam homenagem para aqueles que deveriam ser os últimos momentos de Ozzy no palco.

Ozzy ainda havia programado uma grande surpresa para estes concertos: uma reunião do Black Sabbath com sua formação original, tocando quatro músicas ao final do show. Na primeira noite, Ozzy, bastante cansado resolveu não fazer a reunião, mas no segundo show tudo correu bem e o Sabbath fez uma excelente performance tocando "Black Sabbath" (que entrou no CD/DVD "Live and Loud"), "Faries Wear Boots", "Iron Man" e "Paranoid". Tudo estava terminado e era a hora do descanso para o Madman. No final de 1992, Ozzy e o Black Sabbath foram convidados para uma cerimônia de homenagem no Rock Walk, em Hollywood, e os músicos deixaram suas mãos marcadas na calçada em frente ao Guitar Center.

Em 1993, foi lançado o CD/DVD "Live and Loud", que obteve grande sucesso, como era de se esperar. Já Ozzy, gozando de perfeita saúde, começou a estranhar o fato de estar se sentindo melhor do que nunca e ter que ficar em casa sem fazer o que mais gostava. Diante dessa situação, procurou outros médicos para obter um novo diagnóstico e, para a alegria de todos, a esclerose múltipla foi descartada. Livre da doença que o havia afastado dos palcos, Ozzy começou a arquitetar sua volta: partiu direto para o estúdio para começar, junto ao produtor Michael Beinhorn, a produção de seu novo álbum, "Ozzmosis".

O line-up desse disco trazia Zakk Wylde na guitarra, Geezer Butler no baixo, Dean Castronovo na bateria e mago Rick Wakeman nos teclados. Com algumas sobras de composições da época de "No More Tears", como "Perry Mason", "See You on the Other Side", "Tomorrow" e "Old L. A. Tonight", composições novas, como "Thunder Underground" (na qual trabalhou com o antigo parceiro Geezer), e novas parcerias como "Ghost Behind my Eyes", na qual trabalhou com Mark Hudson, e "My Little Man" com Steve Vai (que, diz a lenda, compôs junto com Ozzy várias músicas, como "On the Road Again", que nunca chegaram a ver a luz do dia porque a gravadora entendeu que o trabalho era de difícil digestão), Ozzy trouxe à luz um disco altamente pessoal, cercado de belas melodias, baladas inspiradas e um clima meio progressivo, meio psicodélico que não agradou aos fãs mais radicais mas com certeza é uma obra-prima.

Hora do retorno aos palcos! Como Zakk Wylde estava envolvido em projetos pessoais e num vaivém com o Guns N’Roses, Ozzy, que nunca escondeu a vontade de trabalhar com seu fiel escudeiro, não pôde esperar mais e teve que colocá-lo na geladeira. Com vários compromissos já agendados, Ozzy chegou a fazer um show em 1995 com o guitarrista Alex Skolnick – que, mesmo sendo um grande guitarrista não o agradou. Assim, o posto acabou sendo ocupado pelo ex-Dave Lee Roth, Joe Holmes. Duas apresentações de "aquecimento" foram realizadas no México, mas a grande volta do Madman se deu mesmo no Brasil, no Phillips Monsters of Rock em setembro de 1995, no Estádio do Pacaembu. Também participaram do festival Alice Cooper, Megadeth e Faith no More. O show foi fantástico e mostrou um Ozzy em excelente forma, mas ficou claro que Joe Holmes, apesar de muito competente, não conseguiria se equiparar em carisma e técnica a seus antecessores. Mesmo assim, a tour seguiu sem maiores problemas. Apenas algumas trocas foram feitas nesse período. Geezer deu lugar a Michael Inez, que logo seria substituído por Robert Trujillo, e Dean Castronovo, que não agradou a Ozzy no giro pela América do Sul, foi substituído por Randy Castillo, que depois deu lugar a Mike Bordin.

 

Ozzfest

 

Sharon Osbourne, que como boa empresária, sempre esteve antenada no que de mais quente acontecia no meio da música, tentou infiltrar Ozzy num dos mais concorridos festivais do verão americano, o Lolapalooza Festival. Diante da resposta negativa (os organizadores disseram que Ozzy seria "muito velho" fazer parte do cast do festival), Sharon e Ozzy decidiram então fazer seu próprio festival. Nasceu, então, em 1996 o Ozzfest. A primeira edição do festival ocorreu em duas datas, 25 e 26 de outubro, em Phoenix, Arizona e Devore, Califórnia, respectivamente. Bandas como Sepultura e Slayer fizeram parte do cast desta edição. Foi um sucesso! Cerca de 30 mil pessoas compareceram em cada dia, mostrando que o nome "Ozzy Osbourne" tinha ainda muita força.

 

A volta do Black Sabbath

 

Para apimentar o Ozzfest de 1997 veio à tona uma reunião que há muito vinha sendo planejada nos bastidores: Black Sabbath! Contudo, essa primeira reunião não contou com o baterista original Bill Ward que, segundo Iommi e Butler, não estaria em condições de assumir as baquetas, dada uma experiência ruim que ambos tiveram com ele durante uma turnê que o Sabbath fez pela América do Sul em 1994. Assim, quem empunhou as baquetas foi Mike Bordin. O Ozzfest de 1997 teve o próprio Ozzy fazendo seu set solo e toda noite se reunindo com o Black Sabbath para uma apresentação de uma hora. A tour foi assistida por milhares de pessoas. Bill Ward ficou muito chateado com a decisão de seus companheiros e, após pedidos dos fãs e muita insistência do próprio Ward, o Sabbath original marcou para 4 e 5 de dezembro de 1997 em Birmingham, na NEC Arena os shows que seriam gravados para o primeiro disco ao vivo do Sabbath com Ozzy nos vocais, "Reunion". A primeira noite contou com uma apresentação bastante tensa por parte da banda, principalmente Ward, que cometeu alguns terríveis deslizes, mas na segunda noite tudo correu bem, a ponto de Ozzy declarar que aquela teria sido a melhor apresentação do Black Sabbath da qual teria participado. Tudo o que está no álbum "Reunion" foi gravado na noite de 5 de dezembro.

Uma turnê européia estava já estava marcada para o primeiro semestre de 1998 quando, durante os primeiros ensaios, Bill Ward sofre um princípio de enfarte e tem que ser hospitalizado às pressas. Como a recuperação de Ward seria lenta, o Sabbath resolve chamar Vinnie Appice para cumprir as datas já agendadas. No dia 20 de junho em um concerto em Milton Keynes, na Inglaterra (existe um bootleg muito bem gravado dessa apresentação) Bill Ward, que estava acompanhando o show do backstage é trazido para o palco por Ozzy. Enquanto a galera ia à loucura aplaudindo o baterista, que já estava pronto para outra, o sempre engraçadinho Ozzy tratou de abaixar a bermuda de Bill, deixando-o numa posição nada confortável perante a multidão. O resto da turnê transcorreu sem problemas.

No segundo semestre, aconteceu a terceira edição do Ozzfest nos EUA, tendo como atração principal a banda solo de Ozzy. No dia 20 de outubro foi lançado o álbum "Reunion" e o Black Sabbath partiu para uma turnê promocional. O disco, além do show gravado no dia 5 de dezembro de 1997, ainda continha duas faixas inéditas, "Psycho Man" e "Selling my Soul", as primeiras composições de Ozzy com Iommi desde 1978.

O ano de 1999 foi marcado por muito trabalho do Black Sabbath. A banda fez uma grande tour por EUA e Europa, participou do Ozzfest e lançou o DVD "The Last Supper". Esse vídeo continha imagens da turnê de 1999, mas o áudio era o mesmo do CD "Reunion", sendo que apenas na música "After Forever" foi utilizado um áudio diferente. É por isso esse DVD soa meio frio e vale, na verdade, pelas engraçadas entrevistas que existem entre uma música e outra.

Em 2000, Ozzy voltou a se apresentar com sua banda solo no Ozzfest, só que problemas de saúde não o deixaram terminar a turnê de forma completa. Na verdade, nessa época as tremedeiras começaram a se tornar mais acentuadas e médicos acharam que Ozzy estava com o Mal de Parkinson. Assim, ele resolveu dar uma parada para tentar se tratar.

Todos pensaram que 1999 seria o último ano de Ozzy com o Sabbath, mas em 2001 eles voltam a se apresentar no Ozzfest e com uma nova música no set, “Scary Dreams”. Os boatos sobre um novo disco do Sabbath aumentaram e os próprios músicos diziam que já tinham seis novas músicas compostas. Mas a verdade é que o Ozzfest acabou e nada de disco novo. Ozzy estava com muito receio de não conseguir lançar um material tão bom quanto no passado e acabou atrasando tudo. Além disso, a gravadora de Ozzy estava fazendo pressão para que ele lançasse material novo, o que não acontecia desde 1995.

Ao mesmo tempo, o vocalista não estava nem um pouco contente com a sua parceira com o guitarrista Joe Holmes. Publicamente, ninguém falava nada, mas muitos sabem que as performances de Holmes no estúdio e suas idéias para riffs não estavam agradando em nada o velho Madman. Nessa época, ele tentou parceiras com vários amigos – pra se ter idéia, até Dave Groll andou fazendo músicas com Ozzy nesse período. Em resumo, Ozzy tinha material suficiente para gravar seu próximo trabalho, mas ele não queria a guitarra de Joe Holmes em seu disco. Foi ai que resolveu chamar seu velho companheiro e grande amigo Zakk Wylde.

Zakk apresentou diversas novas músicas para Ozzy que descartou todas, dizendo que lembravam muito a banda de Zakk, o Black Label Society. Mesmo a contragosto, Zakk gravou o disco e fez questão de dizer em diversas oportunidades que não tinha ficado lá muito satisfeito com o resultado. Dessa forma, saiu em outubro de 2001 o álbum "Down to Earth". Um disco mediano, mas que continha boas músicas, como "Gets Me Through", "Facing Hell", "Dreamer" e "That I Never Had". Certamente não foi um trabalho dos mais inspirados de Ozzy, mas mesmo assim não manchava de forma alguma sua excelente discografia.

 

The Osbournes

 

Foi nessa época que começou a ser filmado pela MTV o Reality Show The Osbournes.
A idéia surgiu depois de uma participação da família no programa MTV Cribs, no qual a emissora visita a casa de famosos para mostrar
um pouco do seu dia-a-dia. Todos perceberam ali que Ozzy tinha uma forte veia humorística, além de muito carisma frente as câmeras. Sharon deu a idéia e a MTV topou na hora, pagando apenas US$ 200 mil pela primeira temporada, que teve dez episódios.

O programa estreou no dia 5 de março de 2002 e mudou a vida da família Osbourne para sempre. Ninguém imaginava o tremendo sucesso que a série faria. Foi simplesmente o maior sucesso da MTV em todos os tempos, assistida por milhões de telespectadores que mal sabiam quem era Ozzy Osbourne. Muitos dizem que a série depõe contra Ozzy, mas a verdade é que quem era fã e acompanhava a carreira do cara sabia que ele era exatamente daquela forma. Lógico que algumas dificuldades motoras ficaram mais evidentes devido aos anos de abuso de álcool e drogas e pelas tremedeiras que até então não haviam sido diagnosticadas de forma correta. Mas a verdade é que a "Osbournesmania" tomou conta dos EUA e de diversos países no mundo, que deixaram de ver Ozzy como inimigo publico numero 1 para enxergá-lo como um senhor boa praça e patriarca de uma família meio diferente. Com o sucesso da primeira temporada, a família assinou um contrato de US$ 20 milhões com a MTV e a série teve mais três temporadas – o último episódio foi ao ar em abril de 2005. A série rendeu tanta popularidade a Ozzy que, de uma só vez, ele recebeu sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood, foi convidado para jantar na Casa Branca e tocou para a Família Real Britânica no Palácio de Buckingham.

Mesmo com toda a fama do seriado, Ozzy não parou de trabalhar. Fez a turnê de promoção de "Down to Earth", que a esse altura já tinha vendido mais de 1 milhão de cópias nos EUA, e gravou no dia 15 de fevereiro de 2002, no Budokan Hall, no Japão, o show que se transformaria no CD/DVD "Live at Budokan". Os preparativos para o Ozzfest 2002 já estavam prontos quando uma noticia abalou o clã dos Osbournes: Sharon Osbourne estava com câncer. Rapidamente, foi submetida a uma cirurgia para a retirada do tumor e começou o tratamento de quimioterapia. Isso acabou com Ozzy, que não agüentava ver a mulher naquele estado. Resultado: voltou beber e a se entupir de remédios. Mesmo assim, cumpriu boa parte do Ozzfest, apesar de visivelmente abatido e transtornado, parado e irreconhecível no palco.

O ano de 2002 terminou com a renovação dos votos de casamento entre Ozzy e Sharon, numa cerimônia seguindo a tradição judaica, seguida por uma grande festa para convidados ilustres, incluindo um show com a banda disco dos anos 70, Village People.

Em 2003, o baixista Robert Trujillo fez seu último show com Ozzy e foi para o Metallica. Para ocupar seu lugar foi chamado o ex-Metallica Jason Newsted. Nesse período Ozzy teve sua tremedeira diagnosticada corretamente. Tratava-se de uma doença hereditária chamada Parkin. Felizmente, não era nada tão grave como acusavam os diagnósticos anteriores, porém, quando iniciou o tratamento Ozzy se deu conta de que os remédios lhe causavam extrema secura na boca, o que lhe trouxe sérias dificuldades para se apresentar ao vivo. Este problema rendeu algumas das piores apresentações de sua carreira - imagine só, além da boca seca havia a bebedeira misturada com os antidepressivos que Ozzy tomava para suportar o tranco da batalha de Sharon contra o câncer. Após o Ozzfest de 2003, Ozzy cancelou uma turnê européia, pois não estava em condições de cumpri-la. A boa notícia foi que o tratamento de Sharon deu o resultado esperado e ela estava então livre do câncer.

Tudo ia bem até que, no final de 2003, um acidente quase colocou um fim na carreira (e na vida) de Ozzy. Num passeio de quadriciclo na sua propriedade na Inglaterra, Ozzy viu a morte de perto quando o veículo capotou e caiu sobre Ozzy, que teve parada respiratória, algumas vértebras danificadas, clavícula e costelas quebradas. Tudo isso diante das câmeras da MTV. Ozzy recebeu os primeiros socorros de seu segurança, que o reanimou e o encaminhou ao hospital. Durante a internação, Ozzy teve ainda duas paradas cardiorrespiratórias e manteve-se entubado por uma semana. O risco de vida já havia sido superado, mas um novo problema surgiu ainda no hospital: devido ao longo período de entubação, Ozzy teve algumas pequenas seqüelas em suas pregas vocais. Os médicos chegaram a pôr em dúvida a capacidade de Ozzy voltar a cantar ao vivo, mas ele não deu bola ao que diziam.

Em 2004, ainda durante o período de recuperação do acidente, Ozzy e Sharon prepararam o Ozzfest, que teria novamente o Black Sabbath com atração principal. Nesse ano, foi lançada a caixa "Prince of Darkness", uma retrospectiva de sua carreira com faixas ao vivo, b-sides e contribuições com outros artistas, além de um CD com releituras de algumas músicas de artistas que o influenciaram. Mesmo sendo uma caixa com quatro CDs, chegou à marca de 500 mil cópias vendidas nos EUA.

O Ozzfest começou e Ozzy se apresentou em boa forma física, porém sua voz começou a dar sinais de muito desgaste com apenas algumas apresentações, tendo, inclusive, que ser substituído por Rob Halford (vocalista do Judas Priest, que se apresentava nessa edição do festival) em uma ocasião em que não teve condições de assumir sua posição nos vocais.

Em 2005, um Ozzy rejuvenecido e em boa forma convocou o Black Sabbath para uma grande turnê que varreu a Europa e os EUA. Havia muitos anos que não se via um Ozzy com tamanha disposição e empolgação em cima do palco. Ele estava definitivamente longe do álcool e das drogas. Foi nesse ano que, durante o Ozzfest, ocorreu em San Bernardino a famosa Eggfest. O Iron Maiden estava abrindo os shows do Black Sabbath nesse ano e todas as noites o vocalista Bruce Dickinson dava algumas alfinetadas em Ozzy e sua família, dizendo que não precisava de reality shows para se promover e blablablá. Ozzy não tomou muito conhecimento do assunto mas o pavio curto da Sharon não durou muito. Ela contratou 200 pessoas para ficarem na frente do palco, munidas de ovos que foram cuidadosamente atirados nos músicos do Iron Maiden. Além disso, durante a apresentação, o sistema de PAs foi desligado duas vezes e durante o intervalo das músicas era possível ouvir uma voz em alto e bom som gritando no PA "Ozzy! Ozzy!"

Em novembro de 2005 o Black Sabbath e a carreira solo de Ozzy foram finalmente indicados e homenageados no U.K. Hall of Fame. Ainda nesse mês, saiu o CD "Under Cover", que passou até meio despercebido pois a maioria de suas músicas já fazia parte da caixa "Prince of Darkness". As guitarras deste disco foram gravadas por Jerry Cantrell (Alice in Chains).

2006 foi ano bem tranqüilo para Ozzy. Em março, ele foi homenageado no Rock'n'Roll Hall of Fame nos EUA com o Black Sabbath, o que para muitos foi a derradeira aparição do Black Sabbath original em público. Fez apenas algumas apresentações no Ozzfest, uma delas, inclusive, no palco secundário. Nesses shows Ozzy já contava com seu novo baixista Blasko (ex-Rob Zombie), que substituiu Jason Newsted, cujas performances em 2003 foram desaprovadas por Zakk Wylde.

Ozzy estava se preparando para gravar um novo álbum. Chegou até a fazer testes no final de 2005 para tentar achar um substituto para Zakk Wylde, que deveria se dedicar apenas ao Black Label Society, mas percebeu que seria muito difícil substituir o “Viking”. Como Zakk sempre se disse disposto a compor, gravar e tocar com Ozzy, resolveram então unir o útil ao agradável e reatar a parceria.

 

2007 e tour no Brasil

 

Enfurnados no estúdio construído na casa do próprio Ozzy, a banda e o produtor Kevin Churko deram à luz, no dia 22 de maio, ao álbum "Black Rain". Após um hiato de seis anos, Ozzy voltou com um trabalho pesado e moderno, que dividiu opiniões mas que para muitos é o seu melhor registro desde "No more Tears". Numa época em que reinam os downloads ilegais, o disco estreou no 3o. lugar da Billboard, vendendo 153 mil cópias na semana do lançamento. No início de 2008, as vendas de “Black Rain” já ultrapassavam 600 mil cópias somente nos EUA. O álbum ainda gerou o maior hit radiofônico de Ozzy, "I Don't Wanna Stop", liderou a parada Rock Mainstream Tracks, da Billboard, fato inédito em sua carreira até então.

A turnê de promoção do álbum começou na Rússia e passou primeiramente por toda a Europa, sendo a mais extensa tour européia de sua carreira. É claro que sua voz pifou após alguns desses shows mas, mesmo assim, pouquíssimas apresentações foram canceladas e em todas as noites Ozzy deu o máximo de si, pois sabia que alguns fãs o estavam vendo pela primeira vez. Ao fim da turnê européia, Ozzy foi homenageado em sua cidade natal, Birmingham, com uma placa na recém-inaugurada Walk of Stars.

O Ozzfest de 2007 foi diferenciado: era de graça. Os fãs que compraram a primeira edição de " Black Rain" puderam garantir um par de ingressos. Os demais foram adquiridos através de promoções e reservas pela internet. Após o Ozzfest, Ozzy embarcou em mais uma turnê americana, juntamente com Rob Zombie. Essa turnê foi também um grande sucesso, tendo a maioria dos seus shows sold out.

No início de 2008, Ozzy concluiu algumas datas nos EUA e partiu para o Canadá. Após um mês de descanso, retomou a turnê na Austrália, partindo então para a América do Sul. Depois de passar pela Argentina e pelo Chile, Ozzy finalmente retornou ao Brasil após treze anos, proporcionando aos brasileiros o seu melhor em dois shows históricos, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A turnê se encerrou no México.

 

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