O reinado de Ozzy no Brasil em dois estágios

Cobertura completa dos shows de Rio de Janeiro e São Paulo durante a turne do disco Black Rain
23/04/2008

 


 


Rio de Janeiro, HSBC Arena, 3.4.2008

Por: Fabiano Negri Pinheiro



Minha aventura para assistir ao show do Madman no Rio começa na manhã do dia 03/05 quando às 7:45h peguei o ônibus na rodoviária de Campinas, com  meu amigo Ralf, para enfrentar 7 horas de viagem e o terrível surto de dengue que assola a cidade do Rio de Janeiro.

Chegamos por volta das 15:00 h e lá e encontramos um grupo de amigos que iria nos guiar, já que eu não conheço absolutamente nada da cidade do Rio. Tivemos que encarar mais 1 hora de ônibus para chegar até o local do show.  A HSBC Arena fica num lugar bem distante, próximo ao desativado autódromo de Jacarépagua, praticamente no meio do mato, lugar ideal para a proliferação do temido Aedes Egipty. Ainda bem que eu estava com repelente até o talo rsrsrsrsrs.

A entrada foi tranqüila e quando pisei no ginásio já dei de cara com uma enorme bandeira do Black Label  Society estendida na frente do palco...o coração de fã já começou a bater mais forte.

Não tivemos problemas para conseguir um bom lugar na frente do palco e esperamos cerca de 1 hora para as luzes se apagarem e começar a pancadaria.

"Rio! Would you please welcome, the almighty, BLAAAAAACK LAAAABEL SOCIIIIETY!!!" Foi a frase que saiu no P.A. antes da intro de piano que anunciava a primeira música do show, New Religion do último CD da banda “Shot to hell”.

Quando a bandeira caiu lá estava em pessoa o grande Zakk Wylde fazendo a galera da frente pular muito na primeira música.

Zakk fala pouco, mas se comunica de outras formas com o público. Sobe no retorno, bate no peito como King Kong, se ajoelha no chão e mostra seu lado religioso sempre fazendo o sinal da cruz entre uma música e outra.

O som estava um pouco embolado, mas mesmo assim deu pra ouvir legal, e tudo estava ali: as velozes frases de pentatônica, os harmônicos ensurdecedores e uma das mais furiosas palhetadas alternadas que eu já ouvi na minha vida. A voz, infelizmente, não estava legal (tendo em vista outros bootlegs que eu já ouvi da banda), muito gritada e com clara dificuldade para cantar as notas mais altas. Nada que comprometesse o resultado final, que foi muito bom.

Como a banda estava abrindo, o show foi bem curto (apenas 45 min.) e 8 músicas foram tocadas, sendo que os intervalos eram quase sempre preenchidos com barulheira e solos fritados do viking.

Alguns podem dizer que ele foi frio, mas esse é mesmo o jeitão do Zakk: toca muito e fala pouco. Para quem nunca tinha visto, houve uma certa decepção, mas para quem já conhecia, não.

A banda  (formada por Nick Catanese – guitarra, Craig Nunemmacher – Bateria e J.D. – baixo) se mostra  muito entrosada e demonstra o mesmo nível de agressividade do seu líder.

O repertório não contou com nenhuma música dos dois primeiros e excelentes álbuns, tendo como o tema mais antigo a empolgante “Bleed for me”, do pesadíssimo 1919 Eternal.

Os momentos de maior empolgação da platéia ficaram por conta da grudenta “Fire it Up” do álbum de maior sucesso comercial da banda, Máfia e pelo hit Stillborn  do álbum The Blessed Hellride que tem o chefe Ozzy dando uma força nos backing vocals, na versão de estúdio.

Um show curto, mas extremamente correto, que aqueceu a galera para o que vinha pela frente.

Que me desculpem os fãs do Korn, mas como não gosto da banda, aproveitei sua apresentação para descansar as pernas, ir ao banheiro e tomar umas cervejas. Pelo que pude ouvir, me pareceu uma banda super competente, mas que tem um tipo de som que não me agrada nem um pouco.

Nas últimas 3 músicas do Korn aproveitei para me infiltrar na frente do palco e consegui, fiquei colado na grade, do lado direito, onde alguns momentos depois estaria o mestre Zakk Wylde.

A troca de palco foi rápida e as 10.000 pessoas que estavam na arena já começavam a gritar a plenos pulmões o nome da noite... OZZY!!!!!!!!

As luzem se apagaram e, mesmo antes do vídeo que antecede a apresentação, a voz do Madman ecoou nos P.A’s. “I can’t fucking hear you”. Foi o suficiente para o lugar desabar.

A introdução com paródias de filmes e seriados já era bem conhecida dos freqüentadores do YouTube, mas mesmo assim arrancou gargalhadas gerais da galera. Terminado isso, começa a tradicional “Carmina Burana” peça de Carl Orff que Ozzy coloca para iniciar seus shows desde que começou como artista solo. A excitação era geral e eis que surge no palco a figura mais carismática que o Rock já viu... Ozzy Osbourne.

Trajando calças e camiseta preta e sempre sorridente, Ozzy abraçou a galera com um simples gesto e deu início ao show com o hit “I don’t wanna stop”, do ótimo Black Rain (2007). Para a surpresa geral, a hora que o homem pôs a boca no microfone pode-se ouvir sua voz em boa forma, super audível e bem afinado. Aliás, foram pouquíssimas as escorregadas do mestre no show, e digo mais, tenho muitos bootlegs da Black Rain tour em casa e digo sem pestanejar que a apresentação no Rio foi sua melhor performance vocal de toda tour! Sorte dos brasileiros.

Muitos dizem que ele fez playback, mas isso é mentira! Claro que em alguns momentos existem alguns backing tracks, mas a voz do Ozzy sempre esteve ali e ao vivo!!!

A segunda música foi nada menos que Bark at the moon (1983), mega clássico que já colocou muito marmanjão pra chorar. A banda estava afiada, a batida forte e certeira de Mike Bordin, o baixo correto do agitado Blasko (o cara não parou um segundo), o teclado setentista de Adan Wakeman (filho do gênio Rick Wakeman) e a pegada de caminhoneiro do já lendário Zakk Wylde.

A partir daí foi só alegria, Suicide Solution (1980), contou com um solo descomunal de Zakk no final e com Ozzy gritando para a galera pular ainda mais (se é que dava). Mr. Crowley (1980) foi a próxima... o que falar dessa música? Que emoção. Uma interpretação perfeita do Ozzy, que pulava feito um sapo no palco e a reprodução nota por nota de Zakk Wylde do belíssimo solo original composto pelo mago Randy Rhoads. Já que Randy, infelizmente se foi, nada melhor do que assistir quem reproduz seus arranjos com mais fidelidade e respeito!!!

Not Going Away (2007) despejou um peso de outro mundo na orelha da galera, mostrando que Ozzy mesmo com 40 anos de carreira ainda busca novas sonoridades para sua banda, sempre acertando.

Depois dessa, Ozzy perguntou se a galera gostaria de ouvir uma música do Black Sabbath...o que vocês acham? War Pigs (1970) fez todos se esgoelarem até a voz acabar. Como pode uma música com 38 anos ser tão atual quanto essa??? Coisa de 4 gênios que formaram a maior banda de Rock Pesado de todos os tempos.

Road to Nowhere (1991) foi a primeira do multi-platinado No More Tears. Muito sentimento por parte do Zakk, belo solo. Essa que foi uma das músicas com registros vocais mais altos do show. Ozzy cantou com extrema facilidade, brincando e sempre demonstrando imenso carinho pela sua audiência.

No intervalo Ozzy aproveitou para apresentar a banda e claro que Zakk Wylde foi o mais aplaudido entre os músicos. Um fato interessante é que Zakk aparentando já estar bem mamado aproveitou o momento em que Ozzy o apresentou, para se ajoelhar perante o chefe e simular um blow Job...rsrsrsrsrs

Crazy Train (1980) um dos maiores hits da música pesada de  todos os tempos fez o chão tremer literalmente com a massa pulando e cantando todas as estrofes do começo ao fim.

Hora de descanso para o Madman e tome Zakk Wylde por 12 minutos sozinho no palco.

Muitos acham desnecessário o solo, mas a verdade é que isso serve para um merecido descanso para o Ozzy, que já está com 59 anos e não agüentaria esse pique direto.

Em meio a barulhos de alavanca e frases rápidas, Zakk demonstrou toda sua reverência a nomes como Jimi Hendrix, Randy Rhoads (inclusive o solo foi feito com uma réplica de sua Flying V) e Eddie Van Halen.

Terminado o solo, o bumbo de Mike Bordin já anunciava a próxima música. Iron Man (1970), outro mega clássico Sabbatiano, que foi interrompida antes do solo para ser emendada com I Don’t  Know (1980). Brincadeira esse medley... quase fiquei sem pescoço.

No More Tears, No More Tears, No More Tears!!!! Foi o que a galera pediu e Ozzy atendeu. Inclusive acho que eles nem tocariam essa música, visto que os músicos já estavam posicionados com seus instrumentos para tocar Here For You (2007) e tiveram que trocar as pressas, pois a afinação de No More Tears (1991) é diferente. Foi simplesmente o momento em que o público mais agitou no show... também pudera, fazia tempo que ele não executava essa música ao vivo e atendeu o público brasileiro. Valeu, Ozzy!!!!!

Na hora do solo, Zakk entrou um compasso antes e teve que voltar para trás arrancando muitas gargalhadas do Ozzy e de seus companheiros de banda. Zakk ainda tinha muitos momentos reservados até o fim do show.

Here For You foi emocionante do começo ao fim. Balada clássica do mestre, tinha alguns detratores até o show, mas depois de uma execução cheia de sentimento como essa, vem sendo comentada como uma das melhores da apresentação.

Ozzy diz que vai tocar mais uma, mas se a galera agitar ele volta para o BIS. Imaginem a reação.

I Don’t Want to Change The World (1991), música que rendeu um Grammy a Ozzy, botou a galera pra pular de novo. Mas foi aí que a cachaça começou a subir na cabeça do Zakk. Após o meio da canção ele simplesmente se perdeu e passou boa parte dela querendo “se achar” ...rsrsrsrs, o solo passou quase que reto e a risadinha amarela que ele estava dando já depunha contra o seu estado de lucidez. Fim do primeiro ato.

Após alguns minutos, a banda volta e Ozzy fala de seu grande amor pelo seu público e promete que não vai demorar tanto para voltar. Tomara!

Mama I’m Coming Home (1991) foi o momento dos isqueiros acesos (que hoje na sua maioria não são mais isqueiros e sim celulares ligados, filmando ou tirando fotos).  Todos cantando, realmente emocionante. Ozzy perfeito e Zakk às vezes lá no fundo cometendo alguns pequenos deslizes... no grau. Vejam bem, eu acho que essas escorregadas não depõe em nada contra a performance do Zakk que foi muito boa, sou fã desse cara e as coisas que aconteceram com ele no Brasil só serviram para deixar essa passagem por aqui única. É lógico que ele não estava 100%, mas com certeza ele esta passando por algum problema, pois a quantidade de álcool que ele tomou na sua estadia em terras tupiniquins não é brincadeira. De qualquer forma é o melhor guitarrista que eu já vi ao vivo (e olha que foram muitos) e com certeza um dos melhores guitarristas de Rock “de verdade” de todos os tempos!!!

Lá vem a última do show, que só poderia ser Paranoid (1970), música que elevou Ozzy e Black Sabbath ao status de Mega Stars. Tudo corria bem até que na hora do solo Zakk (ele de novo). Jogou a Rebel (uma guitarra de estimação) na galera. Até aí, tudo bem, ele sempre faz isso, basta assistir seus DVD’s ou vídeos no Youtube. Só que ele fez isso no meio de 10.000 fãs ensandecidos e com 13 anos de atraso em relação aos países que eles visitam todos os anos.

Vendo que a situação de sua guitarra estava crítica, o próprio Zakk se jogou na galera para recuperá-la. Aí o negócio ficou feio, gente tomando porrada de segurança (um coitado foi subir no palco e deu até dó da porrada que tomou), caindo no chão, guitarra pisoteada, um inferno. Pelo menos pude estar cara a cara com o Zakk que pulou na minha frente. Ozzy ficou com aquela cara de “o que está acontecendo?” e terminou a música sem guitarra mesmo. Zakk voltou para o palco meio puto... a guitarra também voltou, só que sem headstock.

Agradeceram a galera e partiram para o backstage. Final apoteótico para esse inesquecível show!!!

Bom gente, esse foi sem dúvida o melhor da minha vida! Tem gente que pode falar: “Ahhh, mas você é fã e não sei mais o que”. Mas aí fica pergunta: Para quem Ozzy Osbourne faz os shows?

Para seus verdadeiros fãs. E eu tenho certeza que ninguém saiu decepcionado da HSBC Arena.

Vimos um Ozzy em excelente forma, cantando muito bem, com uma banda muito competente e com um repertório irretocável. E, acima de tudo, dando o máximo de si em cima do palco como ele faz em qualquer outro lugar do mundo, mostrando que a falta de vindas de sua banda para o Brasil podem depender de qualquer pessoa, menos dele!

Espero que esses shows mudem alguma coisa e que possamos desfrutar de mais momentos históricos como esse!!!!

Hora de voltar pra casa e se preparar para mais uma noite com o mestre no Parque Antártica.

São Paulo!!!!

Let’s go fucking crazy!!! Com certeza!!!


São Paulo, Palestra Itália, 5.4.2008

Por: Luís Fernando Zeferino


Soberania, essa é a melhor palavra para resumir o espetáculo de Ozzy Osbourne em São Paulo, no último dia 5 de abril.

Era notória a pluralidade de gerações presentes no estádio desde as primeiras horas da manhã. Pais, avós e, principalmente, os filhos ao redor do estádio na espera da abertura dos portões. Pessoas que vieram de todas as partes do Brasil, unidas pelo fanatismo que somente o rock and roll proporciona. Uma verdadeira legião de camisas-pretas gritando e pulando. Ninguém se importava sobre as críticas que Ozzy vinha sofrendo por determinados veículos de comunicação. Ninguém se importava se ele iria cantar bem. Ninguém se importava quais as músicas que iria tocar. Todos estavam esperando porque se tratava apenas de Ozzy Osbourne. Um fã chegou a dizer na porta do estádio: “para mim, se o Ozzy chegar no palco, dizer boa noite e sair, o ingresso já estará pago”. Talvez ele tenha razão. Estar frente-a-frente com um senhor de 59 anos, tatuado, olhos e unhas pintados e imaginar todo o passado que o acompanhou, é para raros. Imaginar os primórdios, no início da década de 70, criando os primeiros acordes do que entendemos hoje por heavy metal. Imaginar que aquele senhor de passos lentos e fala engraçada atravessou gerações e ainda está lá, para todos o verem, fazendo eternas juras de que sempre estará “aqui para vocês”. Talvez essa simples imaginação já basta.

Ozzy não precisa mais de cartões de visitas e nem se apresentar. O que se viu no estádio, foram 40 mil almas sedentas por sua simples presença e acabaram recompensadas com uma apresentação soberana, daquelas em que provavelmente vamos comentar em nossas rodas de conversa pelos últimos dias de vida. Daquelas apresentações que, toda vez que ouvirmos uma música do velho Madman, vamos dizer para nós mesmos “caralho, eu vi esse cara”.


Dez horas da noite e mais alguns minutos. O show do Korn já havia acabado e o telão central, localizado atrás do palco, já havia sido acionado. Juntamente com os outros dois laterais, estava carimbado com a logomarca de Ozzy. A platéia entoava o coro ‘olê, olê, olê, olê, Ozzy, Ozzy’ no estádio todo. Eis que surge sorrateiramente uma voz, dizendo “i wanna hear you”. O estádio veio abaixo. Era ele, e estávamos certo que não faltava muito para o show começar. Todos olham para o palco procurando por Ozzy, mas ele estava no backstage com o microfone, clamando por mais barulho da platéia.

Dá-se início, então, aos vídeos – paródia que ele fez com filmes, seriados e talk shows – que provocou muitos risos na platéia. De repente as cruzes aparecem por todos os cantos do palco e entra o cântico de Carmina Burana. É a hora. Foram os momentos mais ensurdecedores que o estádio provocou. Muitos não acreditaram no que estava acontecendo “não acredito que é o Ozzy”, dizia um deles.

No final da abertura aparece o velho Ozzy, com seus tradicionais óculos escuros e uma faixa preta na cabeça, andando de um lado para o outro, saudando as 40 mil almas clamando por suas músicas. Dá-se início a I Don´t Wanna Stop, música do novo disco, seguida pelos clássicos Bark At The Moon, Suicide Solution e Mr. Crowley. Então é a vez de ele perguntar se queríamos ouvir uma música de sua antiga banda, um tal de Black Sabbath. A resposta foi unânime e, como réplica, soou as sirenes de War Pigs, cantada junto com o público.

A performance estava fantástica. Contrariando muitos jornais que diziam que o madman deveria se aposentar, pois não conseguia mais cantar e nem se movimentar, Ozzy mostrou-se uma pessoa alegre, que interagiu o tempo todo com a platéia, cantou bem, correu de um lado para o outro, mostrou a bunda, mordeu um morcego de borracha e jogou água no público.

“É impressionante, o dia todo ele fica dormindo, fala muito pouco e anda debilitado nas ruas. Mas quando ele pisa no palco, parece que sofre uma metamorfose e uma outra pessoa surge em seu lugar, totalmente insana”, disse um dos assessores do Madman, em depoimento ao Portal Ozzy.com.

Ainda no meio do show, Ozzy pede desculpas por ficar tanto tempo fora do país e promete que a volta não será demorada, para em seguida emendar com Not Going Away, Road To Nowhere e Crazy Train.

Zakk Wylde entra com o solo e rouba a cena, mas não com apenas com a guitarra, mas sim com um dos dedos cortados fazendo com que sua bullseye ficasse banhada em sangue, permanecendo assim até o final do show.

Após o solo, Ozzy volta ao palco com mais um clássico do Sabbath: Iron Man. Em seguida, canta I Don´t Know e a platéia começa a entoar o coro pedindo do No More Tears, até que Ozzy pergunta “Vocês querem No More Tears?”, a confirmação foi unânime e ele pergunta novamente “têm certeza?”, mais uma vez outra resposta unânime, para então “Ok, No More Tears”. Após os primeiros acordes no baixo, um rapaz ao meu lado grita: “puta vida, agora posso morrer feliz”.

Em seguida vem Here For You, do novo álbum, música dedicada a todos os fãs. Alguns juraram que o Madman chorou durante a música e, mesmo antes que terminasse, começaram a aplaudi-lo incessantemente.

Após Here For You, Ozzy trava o seguinte diálogo com a platéia: “vamos fazer um acordo. Quando mais extra, extra loucos vocês ficarem, mais músicas nós tocaremos. Podem ser 2, talvez 3, talvez 4, eu não sei, mas vocês têm de estar muito loucos”. Então anuncia I Don´t Want To Change The World e assim “encerra” o show.

Aos gritos de “one more song”, ele volta ao palco com Mama, I´m Coming Home, pedindo que todos acendessem os isqueiros, ou melhor, os celulares durante a música. Ovacionado, ele pára no centro do palco e pergunta se todos realmente vão ficar loucos para ele. Os acordes da derradeira Paranoid são começados e o estádio vai à loucura. Ozzy ajoelha-se no palco, agradece e diz que ama a todos, também recomendando que fossem para casa são e salvos, caso contrário ele voltaria no próximo ano e chutaria o traseiro de todos. Seria uma deixa para um próximo encontro? Quem sabe.

Os headbangers saíram do estádio de alma lavada por um senhor de quase 60 anos, que carregou um festival “nas costas” e levou ao êxtase 40 mil pessoas.


A verdade é que, ao sair do palco, ao mesmo tempo que estava feliz por vê-lo, também vinha a tristeza, pois poderia ser a última vez que ele pisasse em território brasileiro. O que nos consola é o fato de ter visto uma lenda do rock e, no decorrer dos anos, isso será lembrado de geração em geração, fazendo com que essa lenda chamada John Michael Osbourne, nativo de Birminghan, permaneça viva cada vez que a palavra heavy metal for mencionada.



 

 

Fonte: Ozzy Brasil
Postado por: Lucas

 

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