Review: Master Of Reality

Regis Tadeu analisa para nosso site o terceiro e poderoso álbum do Sabbath
20/05/2013

 


Por Regis Tadeu



Quando Master of Reality foi lançado em 1971, o som do grupo já não soava como novidade aos meus ouvidos graças à minha querida mãezinha, que sempre me dava uma grana para comprar LPs toda vez que eu aparecia em casa com o boletim escolar cheio de notas altas.

Foi também graças a ela que, meses antes, fui levado até uma loja de discos no Centro de São Paulo e, por sugestão do ótimo vendedor na época, acabei adquirindo em um curto espaço de tempo os dois primeiros álbuns da banda em edições importadas, Black Sabbath e Paranoid. Quando ganhei uma graninha no Natal daquele ano, pedi para que ela me levasse novamente à mesma loja. Foi quando, por sugestão do mesmíssimo vendedor, comprei Master of Reality. Pensei que iria voltar para casa e ouvir um som que já me era familiar. Ledo engano...

A partir do momento em que tirei o lacre daquele “arquivo secreto” e coloquei-o para tocar na minha pequena vitrola portátil, as evidências incontestáveis e conclusivas de que eu estava diante de algo muito mais ‘perigoso’ fizeram com que eu, por minha própria conta e risco, seguisse as pistas deixadas nos sulcos daquele LP que, estranhamente, soavam como algo que eu não tivesse investigado antes.

Quando o som de alguém tossindo precedeu a avalanche impiedosa dos riffs de guitarra que Tony Iommi despejou em “Sweet Leaf”, não consegui estabelecer uma conexão entre o meu cérebro e o restante corpo. Foi como se eu tivesse entrado em contato com um universo ímpar. Quando veio a canção seguinte, “After Forever”, senti inconscientemente que eu estava prestes a cair em um torpor físico assustado. Eu comecei a ficar paralisado. Quando veio “Children of the Grave”, eu já não era mais o mesmo garoto de antes...

Muita gente que eu conhecia passou a me dizer que aquilo era música de “gente sangue ruim”, que atrairia azar e infortúnio para quem cruzasse aquele caminho. Nunca sequer desconfiei que isto realmente poderia ocorrer, já que o entusiasmo com que ouvia maravilhas como a dobradinha “Orchid/Lord of This World”, a psicodelia estranhamente bucólica de “Solitude” e, principalmente, o peso monolítico da inacreditável “Into the Void”, tão assustador quanto a atmosfera de “Black Sabbath”, me dava a certeza de que aquilo iria fortalecer a minha alma.

E foi exatamente isto o que aconteceu e que perdura até os dias de hoje...


 

Fonte: Ozzy Brasil
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